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A Importância das Coisas

Atualizado: 10 de nov. de 2025


balança com um coraçao e um cerebro em cada prato


Qual a importância que damos às coisas? E porque é isto importante?


A importância que damos a determinada coisa na nossa vida é o valor que ela tem para nós. E cada um de nós vai dar uma importância diferente à mesma coisa. Se oferecermos algo a alguém, tal como um abraço, para cada um de nós isso vai ter um efeito diferente, dependendo da importância que damos ao abraço. Para uns um abraço é algo banal, para outros é tão importante que os faz sentirem-se especiais. Isto pode criar muitas confusões nas relações humanas. É preciso perceber entre duas pessoas que se abraçam, qual é a importância que esse abraço tem para cada uma. Um gesto vulgar para uma pode sugerir noutra um sentimento mais profundo e inclusive pensar que é especial para a outra. Ou então num determinado assunto, algo que para um não tem importância e para o outro tem um peso excessivo, pode criar um conflito exagerado.


Nos relacionamentos amorosos, e outros, surgem muitos problemas quando o valor que dão às coisas é diferente. Aquilo que é dado com tanto amor por um pode ser recebido pelo outro como algo menos valioso ou não lhe dar importância nenhuma. Para que haja um bom entendimento a este nível, é importante que as duas pessoas tenham valores base semelhantes, isto é, que dêem a mesma importância às mesmas coisas que servem de base numa relação. Quando isto não acontece é como se as duas pessoas falassem línguas diferentes. Aquilo que uma pessoa valoriza, ao dar e ao receber, isso tem uma grande importância. E o entendimento entre os dois seres vai depender disso.

É claro que nem todos os valores podem ser iguais, e por isso é essencial comunicar ao outro a importância que se dá a algo, para que o outro entenda e respeite isso. Pois a forma como expressamos o nosso amor vai depender daquilo que cada um de nós valoriza, dá importância. Para uns pode ser através do toque, para outros pode ser através do cuidar do outro, ou ainda através do ouvir o outro.


Quando sobrevalorizamos algo, damos-lhe uma importância exagerada.


Aos nossos olhos isso vai ter um peso muito grande e vai estar acima de nós. Não o vemos tal como os outros o vêem. É isso que faz com que sejamos atraídos para certas coisas, pessoas, situações. Depende do valor que lhes damos. Se sobrevalorizarmos uma pessoa comunicadora, admiramo-la e damos-lhe uma importância exagerada. Mas para uma pessoa que já é comunicadora, provavelmente não vê isso com a mesma importância, não lhe dá o mesmo valor. Porquê que isto acontece? Porque essa pessoa já o é naturalmente e espontaneamente comunicadora. É um dom natural. Quando sobrevalorizamos uma característica numa pessoa é porque nós ainda não a vemos em nós, ainda não a desenvolvemos. É por isso que ela é tão importante para nós. Mas assim que a reconhecermos em nós, ela perde a sua importância, deixa de ter o mesmo valor.


Quando gostamos de pessoas muito diferentes de nós é porque desejamos inconscientemente ser como elas. Têm características que nos atraiem, que desejamos ter em nós. Sobrevalorizamos essas características. A verdade é que isso é uma forma de aprendermos a ser como elas. É porque temos que desenvolver essas qualidades em nós. É por isso que em certos relacionamentos amorosos duradouros, com o passar dos anos as pessoas vão ficando mais parecidas uma com a outra. Atraíram-se porque precisavam de aprender qualidades, formas de pensar, etc, uma com a outra. E quanto mais estiverem receptivos um ao outro para a partilha, para a troca, mais semelhantes se tornam.

À medida que vamos convivendo com a outra pessoa, vamos desenvolvendo essas qualidades, nos harmonizando energeticamente com a outra pessoa, e as qualidades que antes sobrevalorizavamos vão perdendo o valor que lhes davamos. Vão ficando neutras.


Pode acontecer que ao sobrevalorizarmos uma certa característica numa pessoa, vemos esta característica acima de todas as outras, incluindo as menos bonitas. Deixamos de ver a pessoa no seu todo e reduzimo-la a essa característica. Acontecem muitos enganos aqui pois ficamos presos a uma ilusão. Se essa sobrevalorização não existisse, seriamos capazes de ver todas as outras características menos boas que nos passam despercebidas. É por isso que nos relacionamentos de qualquer tipo é essencial ver o outro sem sobrevalorizar uma característica descuidando de todas as outras pois isso atrairá grandes desilusões.


Quando estamos a sobrevalorizar alguém, sem nos apercebermos, estamos a desvalorizar todos os outros à sua volta, incluindo a nós próprios. E colocamos essa pessoa num patamar que nós próprios temos dificuldade em alcançar. Provavelmente nem essa pessoa está verdadeiramente lá. Tudo é uma perspectiva distorcida nossa. De sobrevalorizarmos o outro e nos desvalorizarmos. De achar que o outro tem mais importância e nós menos. É aqui que é necessário ocorrer uma desilusão, para corrigir a nossa visão que está distorcida, de nós e do outro.


Ao estarmos obcecados com um certo assunto é porque estamos a dar-lhe uma importância exagerada. Ficámos presos num padrão de pensamento, numa perspectiva limitada, da qual não estamos a conseguir sair. É necessário ganhar um distanciamento da situação para que possamos observar a partir de uma perspectiva mais ampla e superior. Retirando-lhe a importância que lhe davamos e assim podemos entender, aceitar e sair dessa obsessão.


Na nossa vida nem sempre vivemos de forma equilibrada as diversas áreas. Há assuntos que são sobrevalorizados, os quais podemos dar extrema importância, tais como a aparência, o trabalho, o dinheiro, etc, e desligamo-nos de outras áreas, que deveriam ser igualmente importantes, como é o caso do estarmos bem connosco próprios, do termos boas relações com os outros, de amizade, do apreciarmos a vida fazendo actividades que nos dão prazer, e muitas outras. Aquilo a que damos mais importância damos mais foco, alimentamos mais, exigimos mais dessa área, definimo-nos por ela, esta ganha mais peso na nossa vida. E quando isso não está bem, o mundo desaba, pois só nos focámos nessa área. Esquecemo-nos de nutrir outras áreas que também são essenciais para o nosso bem-estar e que podem ser uma base para que as outras áreas funcionem bem.


É necessário alimentarmos todas as áreas da nossa vida, dar-lhes igual importância para que haja harmonia e equilíbrio.


Aquilo que valorizamos dá-nos a informação do caminho que viemos seguir, das escolhas que vamos fazer. As qualidades que apreciamos nos outros são as que viemos desenvolver ou reconhecer em nós. Se de entre várias profissões nós escolhemos uma é porque a valorizamos, é porque essa profissão tem uma importância maior aos nossos olhos. É, no entanto, essencial perceber se aquilo que valorizamos está de acordo com a nossa verdadeira natureza e não algo que absorvemos de outra pessoa que valorizávamos. Por vezes, pode acontecer valorizarmos alguém e absorver para nós o que essa pessoa valoriza. Isso pode nem sempre estar de acordo connosco. É preciso ir fazendo pausas em certos momentos da vida para verificar isto, se os nossos valores estão alinhados com o nosso coração. Pode acontecer nós adoptarmos um valor de alguém, que não está alinhado com o nosso coração, e basearmos as nossas escolhas nesse valor. É quando escolhemos caminhos onde há mais sofrimento. Onde estamos longe do nosso verdadeiro ser.


A humanidade passa por muitos ciclos e podemos ver isso também na nossa vida. Numa certa altura, quando desvalorizamos algo, logo a seguir, para haver compensação energética, esse mesmo algo ganha um valor acrescentado. Isto acontece para vivermos os extremos, conhecermos perspectivas opostas. Aos poucos vamos passando de um extremo ao outro até que deixe de ser extremo, até que consigamos alcançar uma perspectiva neutra. Num dia criticamos alguém, noutro dia somos criticados, experimentamos os dois lados da balança até que deixemos de sentir a necessidade de o fazer. Como um pêndulo que vai se movendo entre duas posições opostas, balançando entre uma e outra, experimentando as duas posições até perder a sua força e ficar neutro, parado. Assim somos nós. Até alcançarmos o ponto neutro, do não julgamento.


O importante perceber nisto tudo é que, para que haja mais equilíbrio em tudo é necessário que os valores que damos às coisas sejam mais igualados, isto é, encontrar um ponto de equilíbrio na importância que lhes damos, uma perspectiva neutra. Nada deve ser sobrevalorizado ou desvalorizado, pois, no final, tudo o que existe tem a mesma importância, senão não existia.


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um aperto de maos
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