Somos Todos Um
- Sandra Duarte

- 15 de set. de 2025
- 4 min de leitura
Atualizado: 10 de nov. de 2025
Nós como seres espirituais, ao nascermos aqui neste planeta, a Terra, viemos ajudar a evoluí-lo. Em cada familia que nascemos, em cada grupo de almas em que crescemos, viemos evoluí-los. E ajudamos a evoluir o grupo a que pertencemos através da nossa própria evolução. O grupo evolui quando cada um de nós evolui. Quando um de nós se ilumina, os outros também o fazem. É como quando se descobriu a electricidade, todo o grupo de almas que viveu nessa altura e daí em diante também usufruiu dessa descoberta. Foi um grande salto evolutivo.

Cada um de nós está cá com uma missão. É como se cada um de nós guardasse um segredo, uma peça de um puzzle maior. E essa peça é encontrada dentro de nós quando estamos a viver o nosso maior potencial, a sermos nós mesmos. E é importante percebermos e não nos esquecermos de que todos somos importantes neste grande puzzle. Este não se completa se faltar uma das peças. E por isso é importante que a humanidade ganhe consciência de que todos estamos interligados. Cada vida afecta todas as outras.
É como se todos fossemos um grande organismo, uma grande máquina. E cada um de nós é uma peça dessa máquina. Cada peça tem uma função diferente, um objectivo diferente, mas servindo um propósito maior que é comum a todas as peças: fazer a máquina funcionar.
Numa máquina, todas as peças estão interligadas e funcionam em sintonia umas com as outras, cada uma com o seu ritmo, encadeadas umas nas outras, sincronizadas. E não competem entre elas, pois cada uma tem consciência de quem é e de qual a sua função.
O que acontece na humanidade é que cada um de nós não sabe quem é nem qual é o seu propósito. Andamos todos a querer fazer o mesmo, a competir uns com os outros, esquecendo-nos completamente de que cada um de nós está cá para fazer algo diferente, está cá para contribuir para a humanidade com algo diferente, e servir um propósito maior. Enquanto cada um viver separadamente, sem qualquer noção da ligação que nos une uns aos outros, vive como uma peça separada da máquina, sem qualquer função ou objectivo. Assim, não existe máquina, organismo. É como um corpo humano cujos rins funcionam isoladamente, esquecendo-se completamente um do outro e até do próprio corpo a que pertencem. Ou uma mão que não sabe que uma das suas funções é agarrar coisas, e inclusive compete com uma perna, cuja função é andar e deslocar o corpo. Se cada parte do corpo humano existir isolada, separada, não existe corpo. Deixam de ter razão de existir. No entanto, é assim que cada um de nós tem vivido: cada um por si. Esquecendo-nos do Todo. Esquecendo-nos daquilo que nos une a todos. Cada um está cá para se lembrar que peça representa nesta enorme máquina que é a vida, e qual o seu propósito aqui e como pode contribuir para o Todo e fazer a máquina funcionar.
E é importante não nos esquecermos da importância que cada um de nós tem na vida dos outros e o quanto pode fazer diferença a sua presença. Cada vida afecta a outra, mesmo quando distantes, pois ao nível do coração não existe distância.
As redes sociais que hoje em dia envolvem o mundo, nos ligando a todos, são um reflexo do que verdadeiramente acontece. Todos partilhamos uma rede infinita, energética, à qual estamos ligados através de pensamentos e emoções. E quando algo acontece com uma só pessoa afecta todas as outras pois afecta inconscientemente esta rede. E é possível contribuir para esta rede invisível positiva ou negativamente. Cada pensamento que temos, cada emoção que sentimos é como partilhar algo na rede social. Todos o recebem ao nível inconsciente. É assim que partilhamos informação ao nível energético. Só quem é mais sensível e está atento a isto pode sentir os diferentes pensamentos e emoções na rede. E quando não temos qualquer consciência e não temos a noção de quem somos, pode desencadear uma enorme confusão. É como estar numa enorme sala, cheia de gente a falar e acharmos que nós somos todas aquelas vozes. E que todos os pensamentos e emoções presentes são nossos. Só quando nos isolamos, definimos os nossos limites, nos conhecemos e compreendemos quem somos, podemos perceber o que é nosso e o que é dos outros. E com isso, estar atento à rede. E o melhor de tudo seria afectar a rede de forma positiva, sendo uma luz, com pensamentos e emoções positivos. E quanto mais luzes brilharem nesta rede e a influenciarem positivamente, mais haverá a possibilidade de ocorrer uma grande mudança positiva no mundo à nossa volta. Ganhariamos consciência da nossa conexão uns com os outros e a ideia de separação desapareceria.
É este o grande salto que a humanidade vem dar. Percebermos que não estamos sozinhos na nossa vida. Que estamos todos unidos como se pertencessemos a um grande puzzle. E ajudarmo-nos mutuamente. Colocar qualquer tipo de competição de lado porque cada vez que nós estamos a competir com o vizinho do lado, nós estamos a competir connosco mesmos. Estamos a impedir-nos de nos realizarmos, de sermos felizes. E a atrasar a nossa própria evolução.
Lembrarmo-nos de quem realmente somos é um passo importante para sabermos o que estamos a fazer aqui, e como podemos contribuir com o que em nós é diferente dos outros. Quando todos nós ganharmos consciência disto, algo de maravilhoso acontecerá. Saberemos exactamente qual é o nosso lugar no mundo e poderemos contribuir, nos dando aos outros, partilhando aquilo que em nós é único. E veremos o mundo com outros olhos, pois tudo se mostrará ligado, encadeado, coeso, unido. E veremos tudo a fluir com uma beleza, harmonia e ordem antes nunca vista. Tudo em perfeita sintonia. Alinhado.
E nesse lugar, sentiremos que pertencemos a algo muito maior do que poderíamos imaginar.




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